O sujeito em Heidegger

Em “A questão da técnica”, Martin Heidegger questiona a técnica a partir de sua essência, desenhando um raciocínio que elimina algumas concepções habituais. Assim, ele traz conceitos como desocultamento (processo de deixar-ver a essência) e gestell (processo de ordenamento em que a tecnologia moderna seleciona, captura, armazena e distribui os recursos da natureza).

Dentro de todo esse pensamento, Heidegger fala de um sujeito mecanizado, inerte ao processo de gestell. O homem acredita que criou a tecnologia, mas ela o cria e o transforma, sendo ele senhor da relação com a técnica, mas não dela em si. O autor também traz, em outro trabalho, a expressão “fundar a clareira” como forma de enxergar a saída para esse movimento de todas as coisas.

Metaforicamente, isso nos lembra alguns elementos presentes no filme Matrix. Como o homem preso a um sistema maior que ele não consegue enxergar, apenas age de forma a mover engrenagens sem que as reconheça. No filme, o personagem principal, Neo, começa vivendo uma vida simulada e trabalha como programador, assim como diversas outras pessoas, desempenhando funções simples, até que descobre a realidade do domínio da tecnologia frente aos seres humanos.

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