Benjamin, a aura e o software

No texto “A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica”, Benjamin nos apresenta um esforço para produzir uma teoria materialista da arte, que seria útil para a formulação das agências revolucionárias na política da arte. Para ele, na ausência de qualquer valor ritual tradicional , a arte na era da reprodução mecânica seria baseada na prática da política.

A reprodutibilidade técnica teria causado uma deteriorização da “aura”, que estaria ligada ao aqui e agora da arte. O objeto perderia sua sungularidade e autenticidade, tendo seu valor de culto drasticamente alterado. Nesse contexto, abrem-se as portas para o valor de exposição onde o fundamental é distribuir cópias e lucrar com a distribuição.

Considerando os dias atuais, após esse debate o que me gerou reflexão foi um exemplo usado em um encontro do Grupo de de Pesquisa do PPGCOM (Redes, ambientes imersivos e linguagens) da Exposição CODeDOC que vocês podem ver no seguinte vídeo:

O uso do software direcionado a uma experiência de arte acrescenta a discussão da aura mais uma possibilidade dessa relação. Ao mesmo tempo que há a proposta de um aqui e agora, também existe uma dualidade na autoria, partindo de quem levou a ideia até quem vai de fato, utilizá-la e gerar um produto. Por outro lado, é possível levar a reprodutibilidade técnica, pois o uso do software torna isso ainda mais fácil, visto que ele tem limitações de uso também.

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