TV, sujeito, cinema e Dubois.

No texto “Cinema, vídeo, Godard”, para tratar de sua “máquina de ordem quatro”, Dubois fala da transmissão como elemento fundamental da televisão. Para ele, é essa “transmissão a distância, ao vivo e multiplicada” que se difere da imagem fotográfica mais nostálgica, mais próxima; é também aquilo que se distancia do cinema e seu local imersivo, fechado.
A transmissão “ao vivo” é aquela que traz o acontecimento, é aquela que retrabalha o espaço, que cria uma ilusão de presença pelo aparato. É mais uma tecnologia responsável por mudar relações de perspectiva, de fazer os sujeitos e suas subjetividades se alterarem. Dubois aponta este sujeito-espectador, que perdeu o anonimato que tinha no apagar das luzes do cinema, e agora é apenas um número da audiência da TV, como um sujeito que se perdeu.
Sobre o cinema, em entrevista exibida em abril de 2015 aqui no Brasil, Philippe Dubois falou sobre o que acontece agora, o chamado pós-cinema, aquele que nasce a partir das formas de assistir o “cinema fora do cinema”. A relação do sujeito também é alterada. Agora ele não assiste mais sentado, agora podemos ver a imagem com um outro tipo de perspectiva. No vídeo abaixo vemos como o autor trabalha essas ideias.

A ideia primordial trazida no texto faz relação com as mudanças trazidas pelas tecnologias e mídias: tanto a TV quanto o cinema mudaram e ainda mudam perspectivas, a forma do sujeito evocar suas subjetividades.

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