Arte e Mídia: principais obras citadas pelo autor

Na obra Arte e Mídia (2008), Arlindo Machado estabelece a relação da arte com a mídia, expõe sobre a hibridização dos meios e traça um panorama com as principais obras de arte digital produzidas no mundo e no Brasil. Apresento a seguir os principais artistas e obras citados pelo autor a fim de ilustrar os estudos daqueles que se interessam pelo assunto.

Nam June Paik (1932 – 2006): o artista sul-coreano foi um dos principais expoentes da videoarte do mundo. Sua primeira exibição foi na “Exposition of Music-Electronic Television”, onde espalhou televisores em todos os lugares e utilizou ímãs para alterar ou distorcer as imagens. A obra, conhecida por “TV Magnet”, deu origem à videoarte. Suas principais obras podem ser vistas em seu website, clicando AQUI.

Frederic Fonteney (1963): o fotógrafo francês trabalhou em sua primeira representação em série do corpo considerando o gesto fotográfica como artístico em si mesmo. Em sua obra Métamorphose (1988) Fonteney “modifica o mecanismo do obturador da câmera fotográfica para obter não o congelamento de um instante, mas o fulminante processo de desintegração das figuras resultante da anotação do tempo no quadro fotográfico” (p.14). Outras obras do fotográfo podem ser acessadas AQUI.

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Andrew Davidhazy: assim como Fonteney, Davidhazy, fotógrafo e professor da Escola de Fotografia, Artes e Ciência do Rochester Institute of Technology, também subverteu os mecanismos da câmera para obter resultados diferenciados. A fotografia abaixo faz parte de uma série chamada “Framed Little Faces” e trata-se de uma espécie de foto panorâmica criada a partir da movimentação do filme fotográfico na câmera. Outras informações sobre vida e obra do fotógrafo podem ser vistas AQUI.

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William Gibson (1948): escritor norte-americano e canadense criou o termo ciberespaço e popularizou o conceito no romace Neuromancer, de 1984. Também é creditado a ele a previsão do surgimento da “televisão de realidade” e de estabelecer as bases conceituais para o rápido crescimento de ambientes virtuais como jogos e internet. Em Arte e Mídia, Arlindo Machado cita sua obra Agrippa, um poema que se desfaz em função de um “vírus” de computador. Outras informações sobre o escritor podem ser acessadas AQUI.

Conlon Nancarrow (1912 – 1997): compositor norte-americano, naturalizado mexicano,  reconhecido pelas composições escritas para pianola. Foi um dos primeiros a usar instrumentos mecânicos como máquinas além de uma representação da interpretação humana. É considerado como um dos mais originais e incomuns compositores do século XX.

David Hall (1937 – 2014): um dos principais videoartistas do mundo. Suas obras exploram as propriedades do vídeo, desconstruindo o processo mecânico, confrontando com o ilusionismo de transmissão de TV. Algumas de suas obras podem ser visualizadas AQUI.

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Alguns frames de “This is a Television Receiver” (1971), uma de suas obras mais famosas

Dara Birnbaum (1946): a artista norte-americana utiliza em seus trabalhos técnicas que envolvem a repetição de imagens e interrupção do fluxo com texto e música. Ela faz parte do movimento de arte feminista surgido na videoarte em meados dos anos 1970. Em seu livro, Machado cita a obra Technology/Transformation (1979), que poderá ser visualizada abaixo.

Antoni Muntadas (1942): descrita por Machado como “uma obra que se pode considerar fundadora no que diz respeito ao questionamento da sociedade midiática”, o trabalho de Muntadas utiliza linguagem conceptual, baseada na problematização de questões ligadas à relação entre a arte e a vida (e vice-versa), ao papel do artista, à comunicação e aos seus dispositivos contemporâneos, aos média (e à propaganda), ao poder, à crítica institucional e a questões sociais e políticas, deambulando num território ambíguo, descrito como “intermedia”, em projetos e trabalhos de campo que se materializam através da instalação, da fotografia, do vídeo, de publicações, documentação e intervenções várias. Outras informações sobre sua obra podem ser acessadas AQUI.

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Trecho da obra “Cross-Cultural Television”, criada em parceria com Hank Bull

Wolf Vostel (1932 – 1998): considerado, ao lado de Nam June Paik, como um dos precursores da videoarte. Uma de suas obras mais conhecidas é “Sun in your head (Televison Décollage)“(1963).

Jean-Christophe Averty (1928): precursor da videoarte na França, o artista é também considerado o Méliès da televisão. Utilizou em sua obra recursos de inserção eletrônica, recém inventados.

Abraham Palatnik (1928): o artista brasileiro é pioneiro em arte cinética no Brasil. Sua obra é extensa, mas podemos destacar o “Aparelho Cinecromático”, como uma das mais famosas. A obra projeta imagens cromáticas por ciclos definidos pelo artista.

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