Analisando o Brenda

Um novo modelo de análise de mídia é proposto por Jose van Dijck em “Cultura da Conectividade”, a autora busca compreender a evolução das mídias sociais num panorama de uma cultura da conectividade cada vez mais abrangente e preencher as lacunas deixadas pelas formas já existentes de análise que distanciam a interação usuário-tecnologia da estrutura socioeconômica organizacional. Para tal, a autora propõe um novo modelo heurístico que associa a Teoria Ator-Rede de Bruno Latour à Teoria da Política Econômica, as teorias utilizadas pela autora operam em níveis diferentes, porém, complementares.

brendaLevando em conta o modelo de Dijck, proponho uma breve análise do Brenda, aplicativo de encontros voltado para mulheres lésbicas.

Tecnologia (Technology)

O Brenda foi lançado em 2012 pela Bender Social Networking Ltd e se tornou o aplicativo mais popular de relacionamentos para mulheres lésbicas, bissexuais e curiosas do mundo. No Brasil, o aplicativo alcançou a marca de 30 mil usuárias cadastradas em 2013, em entrevista ao site da Carta Capital, Steven Bender, presidente da empresa dona do aplicativo revela: “Foi uma surpresa pra gente. Quando se coloca um aplicativo numa loja virtual, como a Apple Store, imediatamente ele fica disponível para o mundo todo e não dá para prever onde terá mais acessos. Mas não tínhamos ideia que faria tanto sucesso no Brasil, que está muito, muito distante do Reino Unido e Espanha onde temos escritórios”.

Usuárias (Users/Usage)

Os perfis do Brenda devem ser preenchidos com as seguintes informações: nome, idade, altura, peso (não obrigatório) e foto. Não é necessário cadastro de endereço de email. Em seguida, o aplicativo mostra todas as usuárias que estão logadas e conectadas à internet, é possível ver as fotos e informações básicas sobre cada uma. Ao selecionar um perfil, são exibidas também a última vez que a pessoa esteve online e sua galeria de fotografias, caso haja interesse, é possível iniciar uma conversa. É importante ressalvar que Brenda funciona por geolocalização, portanto, pessoas que estão num raio de distância menor são priorizadas. A versão gratuita do aplicativo envia notificações quando chegam mensagens, já na versão paga, que cusa U$3 por mês, a usuária pode descobrir quantas e quem são as mulheres que visitaram seu perfil e até mesmo quem a bloqueou. De acordo com a matéria “Mulher, solteira, lésbica procura… E acha pelo celular”, 9 entre 10 usuárias procuram por sua cara metade, diferente dos homens gays cujo objetivo ao utilizar aplicativos de encontros é conseguir sexo rápido.

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