Narrativa hipertextual Tristessa

A partir do texto de George P. Landow (Hypertext 3.0 – Critical Theory and New Media in an Era of Globalization), tem-se como exemplo de narrativa hipertextual a proposta de Tristessa, de Marco Antonio Pajola. Colocado no ar em 1995 e sendo finalizado em 99, a principal via de participação das pessoas era o email, visto que o acesso a internet ainda não era tão difundido como atualmente.

A história envolve as pessoas que faziam parte do convívio do autor, a medida que os email vão chegando, as trajetórias vão sendo modificadas. A narrativa reúne os acontecimentos diretamente relacionados aos personagens e a própria experiência de colaboração, já que as mensagens enviadas também são disponibilizadas. Alguns dos temas abordados são amizade, espiritualismo, ficção, hedonismo, internet, morte, poesia, sexo e vida.

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Além da colaboração do leitor, o formato de Tristessa inclui não só links, mas também imagens. O que pode ser, de certa forma, limitado, mas como o próprio autor coloca “O Google ainda não existia e as redes sociais não podiam sequer serem imaginadas. Banda larga? Apenas uma imagem distante”. A narrativa permite ao leitor percorrer seu próprio caminho, no site existe um Plano de voo que funciona para acompanhar o que já foi lido e o que ainda falta ler, caso seja da vontade do leitor.

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