O cinema nunca sai de moda

No texto “A forma cinema: variações e rupturas”, André Parente traz a reflexão acerca do cinema para um âmbito mais moderno e tecnológico, saindo da posição tradicional de que se pensa o cinema: como um filme sendo projetado em uma sala para um grupo de pessoas. Assim, o cinema avança além da técnica, da mecânica e acrescenta um caráter mais livre que lhe permite estar em constante mutação.

Se voltarmos um pouco na história do cinema veremos que o mesmo sempre buscou meios do espectador sair da inércia e imergir na narrativa, como por exemplo quando o som e as cores foram inseridos. A todo momento o cinema se apropria das tecnologias para se reinventar e narrar suas histórias. As tecnologias permitem aos filmes modificarem suas estruturas narrativas e modificarem também a forma como recebemos e imergimos nele.

Atualmente o cinema experimenta dezenas de possibilidades diante das tecnologias. Embora Hollywood tente ainda manter seu poderio sobre essa arte, muitas outras possibilidades surgem abrindo novos caminhos, como o Cinema Expandido. O intuito do Cinema Expandido é buscar um diálogo entre o filme, o espaço fisco ao qual ele é apresentado e o espectador, com o objetivo de alcançar uma nova forma de imersão do espectador no filme, ou seja, se antes o filme era transmitido em um lugar fixo e próprio, sala de cinema, agora o espaço que é incluído no filme e não o filme que é inserido no espaço.

As imagens passam a reagir de acordo com qualquer ação do espectador, acontece uma troca direta entre um e outro, é como se a obra fosse composta em parceria e a cada interação uma narrativa diferente é experimentada.

 

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